Comparativo

Home Equity vs. Crédito Pessoal vs. Consignado:
Qual Escolher em 2026?

Três caminhos de crédito, três custos e três públicos diferentes. Veja os números reais de 2026 e entenda qual modalidade faz sentido para o seu momento.

Resumo Rápido

Home equity custa entre 1,12% e 1,80% ao mês. Consignado gira em torno de 1,8% ao mês, mas só para quem tem CLT, é servidor público ou aposentado. Crédito pessoal custa em média 6,67% ao mês e não exige vínculo nem garantia. A escolha certa depende do seu perfil, não só da taxa.

Home Equity/mês 1,12%
Consignado/mês ~1,8%
Crédito Pessoal/mês 6,67%

Se você está avaliando um empréstimo, provavelmente já se deparou com duas opções bem diferentes: o crédito pessoal, rápido e sem garantia, e o home equity, que exige um imóvel, mas custa uma fração do preço. A dúvida é sempre a mesma: vale a pena esperar um pouco mais para pagar muito menos?

Neste comparativo, a equipe MS8 coloca os números lado a lado, sem enrolação, para você decidir com clareza qual modalidade realmente serve para o seu momento.

1,12%
Taxa mínima do Home Equity ao mês em 2026
1,8%
Taxa média do Consignado ao mês
6,67%
Taxa média do Crédito Pessoal ao mês

Os números reais de 2026

As taxas de crédito com garantia de imóvel variam entre 1,12% e 1,80% ao mês. O consignado fica próximo disso, em torno de 1,8% ao mês, mas só está disponível para quem tem carteira assinada, é servidor público ou aposentado/pensionista do INSS. Já o crédito pessoal, sem garantia nem exigência de vínculo, tem taxa média de 6,67% ao mês, quase 4 vezes mais caro que as outras duas opções.

Esse cenário explica por que o home equity vem batendo recorde no Brasil: as concessões somaram R$ 3,166 bilhões só no primeiro trimestre de 2026, alta de 25,83% frente ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). Foi o maior volume já registrado para o período desde o início da série histórica, em 2018.

Por que as taxas são tão diferentes

A lógica por trás da diferença é o risco. No home equity, o imóvel funciona como garantia real, o que reduz drasticamente o risco de calote. No consignado, o desconto direto na folha de pagamento ou no benefício cumpre função parecida, reduzindo a inadimplência. Já o crédito pessoal não tem nenhuma dessas proteções, então o banco compensa o risco maior cobrando juros muito mais altos.

Comparativo lado a lado

Veja como as três modalidades se comportam em cada critério que realmente importa na hora de decidir:

Critério Home Equity Consignado Crédito Pessoal
Taxa de juros/mês 1,12% a 1,80% ~1,8% ~6,67% em média
Exige garantia ou vínculo Sim, imóvel próprio Sim, CLT, servidor ou INSS Não
Prazo máximo Até 35 anos Até 7 anos Geralmente até 5 anos
Valor liberado Até 60% do valor do imóvel Até 35% da renda/benefício Variável, conforme renda
Tempo de aprovação 10 a 20 dias Poucos dias Poucas horas a dias
Ideal para Valores altos, prazos longos Quem tem vínculo elegível Valores baixos, urgência

Quando o Home Equity é a escolha certa?

O home equity faz mais sentido quando o valor necessário é alto ou o prazo de pagamento importa para o seu planejamento financeiro. Ele é especialmente vantajoso para:

  • Quitar dívidas caras, como cartão de crédito ou cheque especial
  • Investir em capital de giro ou expansão do próprio negócio
  • Reformar ou construir, com parcelas compatíveis com o orçamento
  • Reunir várias dívidas menores em uma só, com juro muito mais baixo
  • Quem já tem um imóvel elegível e busca o menor custo possível de crédito

Quando o Consignado é a escolha certa?

O consignado é uma boa opção quando você tem um dos vínculos exigidos e o valor cabe no limite de desconto em folha:

  • É CLT, servidor público ou aposentado/pensionista do INSS
  • Precisa de um valor que se encaixe no limite de até 35% da renda ou benefício
  • Quer previsibilidade total, já que a parcela é descontada automaticamente
  • Não possui imóvel elegível para dar em garantia no home equity
Limite de acesso do Consignado

Autônomos, empresários e profissionais liberais não têm acesso ao consignado, exatamente por não terem o vínculo formal exigido. Para esse público, o home equity é a alternativa de menor taxa disponível no mercado hoje.

Quando o Crédito Pessoal ainda faz sentido?

Nem toda situação pede home equity ou consignado. O crédito pessoal continua sendo a opção mais prática em alguns cenários:

Vale considerar o crédito pessoal quando: o valor precisado é pequeno, o prazo é curto, existe urgência real, e você não tem imóvel elegível para home equity nem vínculo elegível para consignado. Nesses casos, a burocracia adicional das outras modalidades pode não compensar.

O ponto central é o custo total ao longo do tempo. Um valor pequeno pago em poucos meses no crédito pessoal pode custar menos, em termos absolutos, do que abrir um processo de home equity ou consignado. Já dívidas de valor alto ou prazo longo praticamente sempre favorecem o home equity, mesmo com o processo de contratação um pouco mais demorado.

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Perguntas frequentes

Home Equity exige um imóvel como garantia e oferece taxas de 1,12% a 1,80% ao mês, com prazo de até 35 anos. Consignado desconta a parcela direto da folha ou do benefício e cobra cerca de 1,8% ao mês, mas exige vínculo CLT, público ou aposentadoria. Crédito pessoal não exige garantia nem vínculo, tem aprovação mais rápida, mas cobra em média 6,67% ao mês, o mais caro dos três.
Porque o imóvel dado em garantia reduz o risco da instituição financeira. Quando o risco cai, a taxa cai junto. No crédito pessoal, sem garantia real, o banco compensa o risco maior cobrando juros mais altos.
Não necessariamente. As taxas são próximas, mas o consignado tem prazo bem mais curto e o valor da parcela é limitado a um percentual da renda ou do benefício. Para valores altos e prazos longos, o Home Equity costuma resultar em parcelas menores e mais previsíveis.
Não. O consignado é restrito a quem tem vínculo empregatício formal (CLT), é servidor público ou aposentado/pensionista do INSS. Autônomos, empresários e profissionais liberais não têm acesso a essa modalidade, o que torna o Home Equity a opção de menor taxa disponível para esse público.
Para valores pequenos e prazos curtos, quando a burocracia do home equity não compensa e a pessoa não tem acesso ao consignado. Nesses casos específicos, mesmo com taxa mais alta, o crédito pessoal pode ser mais prático.
Sim. A MS8 analisa seu perfil, vínculo profissional e objetivo com o crédito, e simula os cenários possíveis, mostrando o custo real de cada modalidade ao longo do tempo antes de você decidir qual contratar.
Giulia Lemos, MS8 Crédito
Giulia Lemos · MS8 Crédito
Especialista em crédito com garantia de imóvel. Conecta brasileiros e empresas às melhores condições do mercado, com acompanhamento de ponta a ponta e acesso simultâneo a +20 instituições financeiras.