Guia Prático

Home Equity para Casais em União Estável: Documentação e Cuidados

Sem casamento formal, o casal em união estável ainda precisa provar direitos sobre o imóvel dado em garantia. Veja quais documentos ajudam, quando a anuência do companheiro é exigida e como evitar travas na análise do banco.

Resumo Rápido

Casais em união estável podem precisar da anuência do companheiro para dar o imóvel em garantia, dependendo do regime de bens e de quando o imóvel foi adquirido. Documentos como escritura pública de união estável ou contrato de convivência registrado agilizam a análise. Consultar um advogado antes de contratar evita travas e atrasos na liberação do crédito.

Taxas de juros do Home Equity 1,12% a 1,80% a.m.
Valor liberado do imóvel Até 60%
Prazo máximo 35 anos

A anuência do companheiro pode ser exigida mesmo sem casamento formal, dependendo do regime de bens e de quando o imóvel foi comprado. Documentos como escritura pública de união estável ajudam o banco a confirmar direitos patrimoniais antes de aceitar o imóvel em garantia.

Até 60%
Do valor do imóvel liberado em crédito no Home Equity
50%
Quitação mínima exigida no imóvel dado em garantia
25,83%
Crescimento do Home Equity no 1º trimestre de 2026 (Abecip)

Por que a anuência do companheiro pode ser exigida mesmo sem casamento?

A união estável é reconhecida juridicamente no Brasil pelo Código Civil, no artigo 1.723, com efeitos patrimoniais que podem se assemelhar aos do casamento dependendo do regime de bens adotado pelo casal. É justamente por esse reconhecimento legal que o banco pode exigir a anuência do companheiro antes de aceitar o imóvel como garantia, mesmo sem existir certidão de casamento.

Na prática, se o imóvel foi adquirido durante a união e não há um regime de separação total de bens claramente definido, ele tende a ser considerado patrimônio comum do casal. Isso significa que o companheiro pode ter direitos sobre o bem, e o banco busca se resguardar juridicamente pedindo a concordância formal dessa pessoa antes de formalizar a operação de crédito.

Cada regime de bens muda a análise

Comunhão parcial, comunhão universal ou separação total de bens produzem consequências patrimoniais bem diferentes sobre o mesmo imóvel. Antes de simular o crédito, vale a pena o casal já saber qual regime está formalizado (ou se não há nenhum documentado), porque isso define se a anuência será pedida e com que grau de exigência.

Quais documentos comprovam a união estável perante o banco?

O documento mais forte é a escritura pública de união estável, lavrada em cartório de notas. Na ausência dela, o contrato de convivência registrado e provas de convivência pública e contínua também são aceitos, dependendo da política interna de cada instituição financeira.

  • Escritura pública de união estável lavrada em cartório de notas: documento mais forte e mais aceito pelos bancos
  • Contrato de convivência particular registrado em cartório de títulos e documentos
  • Declaração de Imposto de Renda conjunta, quando o casal declara como dependentes um do outro
  • Contas bancárias, planos de saúde ou seguros compartilhados que demonstrem vida em comum
  • Comprovante de residência conjunta no mesmo endereço, com histórico de mais de um período
  • Certidão de nascimento de filhos em comum, quando existir
Documento Força perante o banco Observação
Escritura pública de união estável Muito alta Mais aceito
Contrato de convivência registrado Alta Documento formal
IRPF conjunta ou como dependente Moderada a alta Reforça a análise
Contas e comprovante de residência conjuntos Moderada Início de prova
Nenhum documento formal de união Baixa Pode travar análise

Segundo dados da Abecip, o home equity cresceu 25,83% no primeiro trimestre de 2026, somando R$ 3,166 bilhões concedidos, um recorde histórico que reforça a importância de bancos e assessorias estarem preparados para perfis diversos de solicitantes, incluindo casais em união estável com diferentes níveis de formalização da relação.

O que muda se o imóvel foi comprado antes ou depois do início da união?

A data de aquisição do imóvel é um dos fatores mais importantes na análise. Imóveis comprados antes do início da união estável tendem a ser considerados bens particulares, enquanto imóveis adquiridos durante a relação costumam ser vistos como patrimônio comum do casal.

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Imóvel adquirido antes da união estável

Costuma ser tratado como bem particular de quem comprou, dependendo do regime de bens. Ainda assim, alguns bancos pedem documentação complementar se o casal já convive há muito tempo no mesmo imóvel.

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Imóvel adquirido durante a união estável

Tende a ser considerado bem comum do casal, o que normalmente torna a anuência do companheiro mais provável de ser exigida pelo banco, independente de quem assinou a escritura de compra.

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Situações com dúvida sobre a data ou o regime

Quando não há clareza sobre o momento da compra ou o regime de bens aplicável, a recomendação é resolver isso com um advogado antes de simular, para não descobrir a pendência já no meio da análise de crédito.

Consulte um advogado antes de contratar: direito de família tem particularidades regionais e depende muito da jurisprudência de cada estado, além do caso concreto do casal. As informações deste artigo são gerais e não substituem uma análise jurídica individual. Um advogado especializado em direito de família consegue confirmar o regime de bens aplicável e orientar sobre a necessidade real de anuência no seu caso.

União estável não é barreira para o crédito bom.
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A MS8 cota simultaneamente em mais de 20 bancos e fundos e já sabe quais documentos cada instituição pede para casais em união estável.

Por que definir a situação patrimonial antes de contratar o crédito?

Deixar a situação patrimonial indefinida é uma das principais causas de atraso na análise de home equity para casais em união estável. Resolver isso antes de simular evita retrabalho e acelera a liberação do valor.

  • Reduz o risco de a análise ser interrompida no meio do processo por falta de documento de anuência
  • Evita divergências entre o que consta no cartório de imóveis e a realidade da relação do casal
  • Permite que a assessoria de crédito já monte o dossiê completo desde a primeira simulação
  • Dá segurança jurídica para ambos os parceiros, protegendo direitos sobre o imóvel independentemente do desfecho do crédito

Formalizar a união estável por escritura pública, além de facilitar o home equity, também protege o casal em outras situações patrimoniais futuras, como sucessão e partilha de bens. É um passo que vale a pena resolver mesmo antes de pensar em qualquer operação de crédito.

Como a MS8 orienta casais em união estável nesse processo?

Cada banco e fundo parceiro tem exigências próprias sobre documentação de união estável, e essa informação raramente está clara nos sites das instituições. A MS8 já mapeou isso entre os mais de 20 parceiros da plataforma, identificando antecipadamente os pontos que podem travar a análise antes mesmo de o casal simular.

  • Cotamos simultaneamente em mais de 20 bancos e fundos, já sabendo quais exigem anuência e quais documentos aceitam
  • Orientamos sobre a documentação de união estável mais adequada ao seu caso, sempre recomendando apoio jurídico especializado
  • Identificamos antecipadamente pontos que podem travar a análise, evitando surpresas no meio do processo
  • Acompanhamos todo o processo, do início da simulação até a liberação do valor na conta do casal
  • Sem custo de consulta: nosso trabalho é te ajudar a decidir com informação de verdade

Perguntas frequentes

Pode ser exigida, sim. A união estável é reconhecida juridicamente pelo Código Civil (art. 1.723) e, dependendo do regime de bens aplicável e de como o imóvel foi adquirido, o companheiro pode ter direitos patrimoniais sobre ele. Por isso muitos bancos pedem a anuência como forma de proteção jurídica da operação. Cada caso deve ser avaliado por um advogado, já que a análise depende do regime de bens e da data de aquisição do imóvel.
Os mais aceitos são a escritura pública de união estável lavrada em cartório, o contrato de convivência registrado, e documentos de início de prova como declaração de Imposto de Renda conjunta, contas compartilhadas ou registros que demonstrem convivência pública e contínua. Quanto mais formalizada a união, mais rápida tende a ser a análise do banco.
Se o imóvel foi adquirido antes do início da união, ele tende a ser considerado bem particular de quem comprou, dependendo do regime de bens adotado. Já imóveis adquiridos durante a união costumam ser considerados bens comuns do casal, o que normalmente torna a anuência do companheiro mais provável de ser exigida. A data de aquisição e o regime de bens devem ser confirmados com um advogado antes de contratar o crédito.
Não impede automaticamente, mas pode exigir mais documentos de apoio para comprovar a relação, como declaração de imposto de renda conjunta ou outros registros de convivência. Ter a união estável formalizada por escritura pública ou contrato de convivência registrado costuma agilizar bastante a análise e reduzir pedidos adicionais do banco.
Porque pendências sobre titularidade do imóvel, regime de bens não esclarecido ou ausência de documentação da união podem travar a análise de crédito ou atrasar a liberação dos valores. Definir isso antes, com apoio de um advogado, evita retrabalho e permite que a assessoria de crédito já monte o dossiê completo desde a primeira simulação.
Sim. A MS8 identifica antecipadamente quais documentos cada banco parceiro costuma exigir para casais em união estável, aponta pontos que podem travar a análise e orienta o casal sobre o que reunir antes de simular, sempre recomendando consulta a um advogado para as particularidades jurídicas do caso.
Giulia Lemos, MS8 Crédito
Giulia Lemos · MS8 Crédito
Especialista em crédito com garantia de imóvel. Conecta brasileiros e empresas às melhores condições do mercado, com acompanhamento de ponta a ponta e acesso simultâneo a +20 instituições financeiras.