Educação Financeira

O Que é CDI e Qual a Relação com a Selic e os Juros do Crédito

CDI e Selic aparecem juntos em quase toda notícia sobre juros, mas poucas pessoas sabem o que cada um significa de fato. Entenda a relação entre os dois e como isso chega até a taxa do seu crédito.

Resumo Rápido

CDI é a taxa média dos empréstimos de curtíssimo prazo que os bancos fazem entre si, e historicamente acompanha de perto a Selic, a taxa básica de juros definida pelo Copom. Quando a Selic sobe, o CDI sobe junto e o crédito tende a ficar mais caro. Quando cai, o oposto acontece, mas o repasse depende do spread de cada instituição.

Quem define o CDI Bancos entre si
Quem define a Selic Copom, Banco Central
Relação entre os dois Andam quase juntos

CDI é a sigla de Certificado de Depósito Interbancário, um título usado pelos bancos para emprestar dinheiro entre si por prazos muito curtos, geralmente de um dia. A taxa média dessas operações, chamada de taxa DI, virou a principal referência de juros do mercado financeiro brasileiro e historicamente acompanha de perto a Selic.

Quem acompanha notícias econômicas já viu esses dois termos lado a lado dezenas de vezes, mas raramente alguém explica o que cada um representa. Entender a diferença entre CDI e Selic, e como um influencia o outro, ajuda a interpretar por que o crédito fica mais caro ou mais barato ao longo do tempo, incluindo o Home Equity.

1 dia
Prazo tipico das operacoes de CDI entre bancos, quase sempre de curtissimo prazo
Copom
Comite de Politica Monetaria do Banco Central, responsavel por definir a Selic
+20
Bancos e fundos cotados simultaneamente pela MS8 para achar a melhor taxa no cenario atual

O que é CDI, afinal?

CDI é a taxa média das operações de empréstimo de curtíssimo prazo que os bancos fazem entre si, geralmente de um dia para o outro. Todo banco precisa fechar o dia com o caixa em determinado nível exigido pelo Banco Central, e quando falta ou sobra dinheiro, essas instituições emprestam entre elas usando o Certificado de Depósito Interbancário.

A taxa cobrada nessas operações, apurada e divulgada diariamente pela B3, é o que o mercado chama de taxa DI. Por representar o custo real de captação entre bancos, ela virou a referência mais usada para precificar investimentos, como CDBs e fundos de renda fixa, e também para embutir o custo de captação em diversas linhas de crédito.

Por que o CDI existe

O sistema bancário funciona com fluxo de caixa diário desigual entre instituições. Em vez de cada banco tomar recursos direto no Banco Central, o mercado interbancário via CDI permite que bancos com sobra emprestem para bancos com falta, de forma rápida e com taxa referenciada no mercado.

Qual a relação entre CDI e Selic?

O CDI não é definido pelo governo, mas historicamente fica muito próximo da Selic, a taxa básica de juros da economia definida pelo Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central. Isso acontece porque a Selic funciona como piso de referência para o custo do dinheiro no país, e as operações interbancárias tendem a seguir essa referência de perto, quase sempre com o CDI um pouco abaixo dela.

Termo Quem define Para que serve
Selic Copom, Banco Central Taxa básica de juros da economia, usada para controlar a inflação
CDI Mercado interbancário Referência de custo de captação entre bancos, base de investimentos e crédito

Como essa relação chega até os juros do crédito?

Quando a Selic sobe, o CDI sobe junto, e o custo de captação dos bancos aumenta. Como boa parte do dinheiro que os bancos emprestam para clientes vem, direta ou indiretamente, dessas operações referenciadas no CDI, essa alta tende a se refletir em juros mais altos nas linhas de crédito oferecidas ao consumidor final.

Quando a Selic cai, o movimento tende a ser o oposto: o custo de captação diminui e o crédito tende a ficar mais barato. Mas essa queda não é automática nem imediata. O repasse ao cliente final depende do spread de cada instituição, a margem que cada banco adiciona sobre o custo de captação para cobrir despesa operacional, inadimplência esperada e lucro. Para entender esse componente em detalhe, veja o artigo sobre o que é spread bancário e por que ele explica os juros.

  • Selic sobe: custo de captação dos bancos aumenta
  • CDI acompanha a Selic de perto, quase sempre logo abaixo dela
  • O repasse ao cliente depende do spread de cada banco, não é automático

Por que isso importa para quem vai contratar Home Equity?

Entender o cenário de CDI e Selic ajuda a interpretar se é um bom momento para contratar crédito com taxa fixa, travando a taxa atual, ou com taxa variável, apostando em uma queda futura dos juros. Em um cenário de Selic em tendência de alta, travar uma taxa fixa costuma proteger o cliente de reajustes futuros. Já em um cenário de Selic em queda, uma taxa atrelada ao CDI pode reduzir o custo do financiamento ao longo do tempo.

Como o Home Equity costuma envolver valores altos e prazos longos, essa decisão tem peso real no custo total da operação. Para comparar os dois formatos com mais profundidade, veja o artigo sobre taxa fixa ou variável no Home Equity.

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Como a MS8 ajuda a decidir o melhor momento e formato

A MS8 acompanha o cenário de juros de perto e orienta cada cliente sobre o melhor momento e formato de contratação do Home Equity, considerando se a tendência atual da Selic favorece taxa fixa ou taxa variável. Como o processo cota o mesmo perfil simultaneamente em mais de 20 bancos e fundos parceiros, é possível comparar condições reais de mercado antes de decidir, em vez de depender da proposta de uma única instituição.

Perguntas frequentes

CDI é a sigla de Certificado de Depósito Interbancário, um título que os bancos usam para emprestar dinheiro entre si por prazos muito curtos, geralmente de um dia. A taxa DI, calculada com base nessas operações, virou a principal referência de juros do mercado financeiro brasileiro.
Não, mas andam muito próximas. A Selic é a taxa básica de juros definida pelo Copom, do Banco Central, enquanto o CDI é a taxa das operações entre bancos. Na prática, o CDI costuma ficar bem perto da Selic, quase sempre um pouco abaixo dela.
O Copom ajusta a Selic principalmente para controlar a inflação. Quando a inflação está alta, a tendência é subir a Selic para desestimular o consumo e o crédito. Quando a inflação está controlada, a Selic tende a cair para estimular a economia.
Não de forma automática nem imediata. A queda da Selic reduz o custo de captação dos bancos, mas o repasse ao cliente final depende do spread bancário de cada instituição, que inclui custo operacional, inadimplência esperada e margem de lucro.
Entender se a Selic está em tendência de alta ou de queda ajuda a avaliar se vale mais travar uma taxa fixa hoje ou apostar em uma taxa variável atrelada ao CDI, que pode cair junto com a Selic no futuro. A MS8 orienta o cliente sobre qual formato faz mais sentido para o momento e o perfil dele.
Giulia Lemos, MS8 Crédito
Giulia Lemos · MS8 Crédito
Especialista em crédito com garantia de imóvel. Conecta brasileiros e empresas às melhores condições do mercado, com acompanhamento de ponta a ponta e acesso simultâneo a +20 instituições financeiras.