Due diligence imobiliária é a investigação completa da situação jurídica e documental de um imóvel antes de uma operação financeira envolvendo ele, seja compra, financiamento ou uso como garantia de crédito, como acontece no Home Equity. É o processo que confirma se o imóvel está apto a lastrear a operação com segurança.
O termo raramente aparece com esse nome no dia a dia do cliente. Na prática, é exatamente o que os bancos chamam de "avaliação do imóvel" ou "análise documental" antes de aprovar o Home Equity. Conhecer o nome técnico ajuda a entender por que cada documento pedido tem uma função específica, e não é apenas burocracia.
O que a due diligence imobiliária verifica?
A checagem cobre quatro frentes principais, todas ligadas à segurança jurídica do imóvel dado em garantia. Cada uma delas responde a uma pergunta específica sobre a situação do bem.
- Matrícula atualizada: confirma o histórico completo do imóvel e quem é o proprietário legal, conforme detalhado no artigo sobre matrícula e averbação
- Ausência de ônus concorrentes: verifica se já não existe outra alienação fiduciária, hipoteca ou penhora registrada sobre o mesmo imóvel
- Certidões negativas de débitos: confirma que não há dívidas de IPTU em aberto e, quando aplicável, débitos de condomínio
- Regularidade de construções e reformas: checa se ampliações ou reformas foram averbadas corretamente na matrícula
- Ausência de processos judiciais: verifica se não há ações em curso que possam comprometer a titularidade ou o valor do imóvel
O banco só libera o Home Equity se tiver certeza de que o imóvel pode ser dado em garantia sem risco de contestação futura. Qualquer pendência nessas quatro frentes pode travar ou atrasar a aprovação.
Como a due diligence afeta o prazo do Home Equity?
É exatamente esse processo de due diligence que determina o prazo da etapa de avaliação do imóvel, uma das seis fases do processo detalhadas no artigo sobre o prazo real de liberação do Home Equity. Essa etapa costuma levar de 3 a 7 dias úteis, e o motivo é justamente a checagem documental combinada com a vistoria presencial.
Quando a due diligence encontra alguma pendência, como uma averbação faltante ou uma certidão com débito não esclarecido, o prazo dessa etapa se estende até a regularização. É por isso que imóveis com documentação em dia avançam mais rápido para a fase seguinte, a análise de crédito final.
Quando a due diligence começa no processo?
Ela começa assim que o cliente envia a documentação do imóvel, logo após a simulação inicial, e segue em paralelo à análise documental pessoal. Por isso, quanto mais completa e correta for a matrícula enviada desde o início, menor a chance de a due diligence gerar atraso.
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Como a MS8 antecipa problemas na due diligence
A MS8 já conhece, por experiência com mais de 20 bancos e fundos parceiros, quais documentos costumam gerar problema na due diligence de cada tipo de imóvel. Isso permite orientar o cliente a corrigir pendências, como uma averbação faltante ou uma certidão vencida, antes mesmo de submeter a proposta à instituição financeira.
Essa antecipação evita que a proposta seja enviada e depois travada no meio do caminho por um problema documental que poderia ter sido resolvido antes. O resultado prático é um processo mais previsível, com menos idas e vindas entre cliente, assessoria e banco.